quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bom Ano Novo

Desejo a todos um Ano Novo cheio de prosperidades.

Portugueses,

O próximo Ano de 2015 será o que cada um e todos nós quisermos. Não se esqueçam de que as próximas eleições legislativas servem para mandar o laparoto de volta para a sua toca de Massamá. Está na hora de alçarmos ao poder a personificação em corpo e alma do socialismo de face humana, que não esquece o amigo "engenheiro" da "Universidade" "Independente", preso em Évora. No ar já se sentem os cheiros de onde sopra o vento: são aromas inebriantes onde se mistura o doce e o picante da canela, da noz moscada, do cravinho, da mostarda, da pimenta e do caril.

Grande é o povo que consegue endireitar os desequilíbrios das suas finanças com umas boas pitadas de caril! 

Juntos podemos

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Casa da Floresta

Caros amigos,
Não sei do que estão à espera, que nunca mais metem os papéis de candidatura ao QREN do Projeto de Reabilitação da Casa da Floresta de Rebordainhos, a fundo perdido!  Para uma terra andar para a frente não basta que os seus habitantes passem horas e horas a lerem blogues de visionários bem intencionados e progressistas. Não, meus amigos, a senha que abrirá as portas do vosso desenvolvimento escreve-se TRABALHO. Não sejam como os operários fabris das vielas esconsas e nauseabundas das cidades que, todas as manhãs, quando comem o “pãozinho” quente com manteiga, não se lembram dos trabalhos e canseiras por que tiveram de passar os seus irmãos e irmãs rebordainhenses, desde o lavrador que lança o grão à terra, as mondadeiras que limpam as searas verdes cor de esperança, os ceifeiros que cortam cerce, com o suor do seu rosto, as palhas coroadas de grossas espigas que o sol dourou, os malhadores que ficam exaustos para conseguirem separar a palha do grão, o moleiro que do grão faz farinha branca como a neve, até às mulheres que amassam e depois cozem o tal “pãozinho” no forno comunitário...
No fim desta cadeia laboriosa, mas também repassada de amor, o pelintra preguiçoso da cidade ainda é capaz de dizer, com a boca cheia, que o pão fabricado em Rebordainhos não tem ciência nenhuma!
Porém, como os funcionários da troika dizem que os portugueses correm o sério risco de verem diminuir os seus índices de produtividade se se quedarem no trabalho braçal, temos de mudar a agulha e arriscar mais na via cultural.
Se todos quisermos, a Casa da Floresta de Rebordainhos poderá ser a sede do Centro de Arte Contemporânea da Serra da Nogueira, reservando os anexos para a instalação da Secção Norte do Núcleo de Interpretação das Gravuras Rupestres do Vale do Côa.
Então, não é verdade que o guarda florestal Maurício, da ti Dosolinda d’ À Chave, não esteve dois anos destacado em Goa, na Índia Portuguesa, cumprindo o serviço militar?
Diz que quando regressou do oriente vinha com umas ideias muito estranhas, queria que o tratassem por Maurício Andra Padrexe e mostrava com orgulho a toda a gente a obra de arte que tinha feito na Índia: um quadro em tela branca com as dimensões de 4 × 4 (m) que tinha apenas, no centro geométrico do quadrado, um pontinho preto feito com uma esferográfica de ponta fina.  Tudo leva a crer que esta pintura de cunho místico ainda esteja guardada nalguma arca velha onde o guarda também  guardava muitos alqueires de trigo, fruto das courelas, ao redor da casa, que ele lavrava nos seus tempos de ócio.
Ora, vós agora limpais muito bem o quadrinho, com água e sabão, dizeis aos papalvos da cidade e da Unesco, que o pontinho preto representa a totalidade intangível do cosmos, que só pode ser entendida por aqueles que alcançam o estado de nirvana, alheando-se por completo do mundo mau, e, assim, está dado o pontapé de saída para a construção dos hotéis de charme, que alastrarão nas terras de Rebordainhos e Pombares como cogumelos  no solo húmido dos soutos outonais, aonde se irão acolher os milhares de turistas extasiados pelo ponto do grande Maurício Andra Pradexe.
Adeus, Rebordainhos rural!
Olá, Cidade do Cabeço Cercado!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Ajudemos a pôr de pé o açude de Rebordainhos

Saudações para toda a boa gente lá de cima!

O estancamento do impetuoso êxodo rural, que já chegou à União de freguesias de Rebordainhos e Pombares, é muito fácil, assim  as populações continuem  a ter alegria no trabalho e a não quererem nada pelas jeiras, que vão ter de lhes sair dos corpos, para que, a bem da União, O Açude seja reconstruído.
Sem este renovado Açude, cujas normas de fruição pelas populações - sejam estas serranas ou citadinas - terão de obedecer a todas as diretivas ecológicas do Parlamento Europeu, nada feito!
Na pequena albufeira artificial, as crianças poderão dar passeios fluviais em pequenas embarcações de recreio com a forma de cisnes (na minha terra, chamamo-las gaivotas), os pescadores voltarão a pescar a bela truta selvagem, a enguia do famoso ensopado que já fez as delícias dos nossos avós, o sável e o salmão saltitantes, a boga e o barbo prateados que fulgem ao Sol, e, claro, o lavrador verá os seus olivais, pomares, vinhedos e batatais, agora sequiosos, medrarem com a água abundante que virá da Ribeira de Rebordainhos.
A água represada será também um reservatório de energia potencial gravítica, enquanto não começar a correr, à abertura das comportas, em cachão, com energia cinética suficiente para fazer girar impetuosamente a roda do moinho de água que, por enquanto, também por lá está, esbarrondado e à espera que o voltem a erguer, pedra após pedra...
A inauguração destas obras de beneficiação deverá ser abrilhantada com a atuação da Nova Ronda que, como mandam a Praxe e o Dux, deverá dar a volta por todo o povo, batendo furiosamente nos bombos, sem medo de rebentar as membranas, e tocando guitarras e violões, cantando quadras alusivas à drenagem dos pântanos e ao repovoamento das terras aráveis, com paragens obrigatórias nas tascas que sirvam vinho carrascão com broa e sardinha assada!