terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Um Conto de Pós-Natal

Uma neve de farrapos, tocada por um forte vento de nordeste, frio e cortante como uma lâmina de barba, não parava de cair de um céu que se mantinha pardacento desde as primeiras horas da madrugada. Era na véspera do dia de Natal.  Na taberna do Alfredo Tanoeiro, uma dezena de rapazes solteiros e cerca de meia dúzia de homens casados abrigavam-se da intempérie, aproveitando para matar as horas do fim da tarde, que antecediam a aguardada consoada com bacalhau e tronchudas, jogando o chincalhão, bebendo vinho abafado, por conta da casa, e cavaqueando sem limites nem peias, como não podia deixar de ser num ambiente aquecido por uma grande lareira onde crepitavam os gravetos de grossos troncos de carvalho que ardiam fulgurosamente.
O Domingos Pequeno, sentado numa cadeira de braços junto ao lume, e que ainda não tinha aberto a boca desde que chegara majestosamente ataviado na sua capa de palha de pastor tradicional, sentindo a elevação das vozes num momento mais quente de discussão também quis dar a sua opinião, entrando de rompante:
- Bô!... Eu, desde que dei o salto para Paris em 1970, nunca mais voltei ao Zoio, mas lá de longe um homem, com a barriga cheia, pode ver com mais nitidez os contornos da sua terra natal, se é que me faço entender...
Então, todos aqueles humildes trabalhadores rurais, cuja mundividência não era mais larga do que a rabiça que estavam acostumados a agarrar com força quando era preciso abrir o rego para poder lançar a semente, fizeram um silêncio respeitoso em torno do ti Pequeno, que tinha abalado para França com catorze anos de idade, incompletos, e com uma mão atrás e a outra à frente, mas que agora tinha feito ver a todos, quando, no último Verão, no dia da festa, tinha chegado ao volante de um luxuoso  Audi A8 6.0 L quattro, comprado a pronto e com dinheiro vivo, de maneira que todos se ajeitaram o melhor que puderam para acolher, com os olhos muito abertos e os ouvidos muito atentos, o jorro de palavras sábias do conterrâneo emigrante, que não se fez rogado, tendo prosseguido:

- Bô!... Mal cheguei à cidade das luzes, vi logo que os franceses (tanto os gajos, como as gajas) não ligavam patavina à padralhada! Aqui, o pessoal do Zoio tinha de cumprir à risca as ordens do doutor Salazar e dos senhores padres. Era obrigatório ir à missa ao domingo, trabalhar de sol a sol, aceitar com um sorriso nos lábios o salário de merda, pagar o crucifixo pendurado na parede da sala de aula ao lado do retrato oficial do Salazar (sob pena de a criancinha que não levasse o dinheiro ser posta na rua!),... O povo, bem doutrinado pela Igreja, vivia feliz, arrancando da terra agreste, com o suor do seu rosto, algumas batatinhas que lhe iam enganando a fome. Em Dezembro, havia a grande festa do ano, que era o Natal, e então, por uma vez no ano, era permitida alguma expansão na comida que, contudo, raramente ia muito além de uma pequena posta de bacalhau cozido com batatas e couves. Lá, em França, tudo é diferente, o povo vive no luxo e na fartura, com muito champagne e caviar. Por outro lado, as igrejas católicas estão a fechar por falta de crentes, mas o Estado esforça-se por impor ao povo o culto de uma  nova deusa chamada “ La République”, cuja festa oficial se celebra no dia 14 de julho, com o povo na rua a beber, a cantar e a dançar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Rebordainhos a Concelho!

Portugal tem, nos dias de hoje, a geração mais bem preparada de sempre, graças a um investimento enorme que se fez, após abril de 1974, no ensino pré-primário, o que veio alavancar os graus superiores da formação literária do nosso povo, cujos frutos já são claramente visíveis na densa rede de autoestradas que cobre o território nacional, outrora quase todo ocupado por campos de cultivo abandonados e florestas cheias de mato rasteiro que funcionava como um rastilho de fogos pavorosos que assolavam o país verão após verão.  
Isto de “geração mais bem preparada de sempre” tem muito que se lhe diga...  Também se pode dizer que a geração nada e criada nos anos sessenta do século XX foi a melhor de sempre; também antes dessa época saudosa nunca se tinha visto tanta juventude a estudar nos liceus e  universidades, de maneira que, por este andar, os bebés que agora estão a nascer em Portugal serão os mais rechonchudos e finos para as letras de que há memória na nossa história com quase mil anos, pelo que não é preciso ser profeta para prever desde já uma colónia de portugueses a viver regaladamente em Marte antes que chegue o ano de 2050. A educação tem de ser a nossa paixão, no sentido de que todos os portugueses devem ser obrigados a aprender em estabelecimentos prisionais chamados, eufemisticamente, escolas pré-primárias, C+S, EB 1,2,3, e secundárias. Muito bem, mas aprender o quê, e para quê?! Bom, isso já não interessa tanto, mas há áreas do conhecimento que são simultaneamente vias rápidas e alavancas com que o nosso grande desenvolvimento económico-social atual pode acelerar mais do que um F16 norte-americano na fase de levantar voo.
Saliento duas grandes áreas do saber que são a base de um desenvolvimento económico, cultural, social e recreativo sustentado. São elas a teologia, mais ou menos ortodoxa, e a motricidade humana, na sua vertente mais profunda dos estudos futebolísticos. Depois, temos a astrologia que deverá ser também ensinada, obrigatoriamente, de uma forma gratuita, a todos os alunos das escolas EB 1,2,3, para que estes percam todas as angústias com o seu futuro, já que os outrora incertos tempos vindouros estarão ao alcance de qualquer um nas palminhas das mãos. As multimilionárias saídas dadas pelas licenciaturas, mestrados e doutoramentos  dos cursos superiores de cozinha, moda, design, cantor pimba, cabeleireiro, taxista corrupto, direito, gestão industrial, gestão agrícola, gestão comercial, gestão bancária e gestão sanitária são sobejamente conhecidas por todos através da propaganda dos órgãos de comunicação social.
Voltando a Rebordainhos, não me atrevo a apontar com o dedo indicador o caminho do progresso material, nem, muito menos, o da plena felicidade espiritual, mas veio-me de repente à ideia que a solução libertadora desse povo trabalhador e honrado não estará muito longe da celebração de uma aliança estratégica com a freguesia de Canas de Senhorim que tenha por objetivo último a concertação de meios e processos jurídicos, burocráticos, democráticos e revolucionários, como o corte de estradas e de linhas férreas, que conduzam à restauração dos antigos concelhos. A cultura local, sempre a cultura à frente, teria muito a ganhar com a criação do Município de Rebordainhos. Atualmente a posse das matérias-primas já não é o fator determinante do progresso industrial, comercial ou agrícola de uma nação, como aconteceu nos tempos de desenfreada exploração colonial levada a cabo pelas potências europeias no açambarcamento do ouro, do petróleo, do carvão, dos diamantes, do volfrâmio, do ferro, do alumínio, do cobre, do urânio, do algodão, do milho, do trigo, do cacau, do chá, da seda, do jaspe, da platina, da prata, do mercúrio, do magnésio e muitos outros materiais sem os quais a energia não é facilmente utilizada e os produtos manufaturados não podem existir. Porém, há países muito ricos cujos subsolos são pobres, como a Suiça ou Israel, por exemplo,  só que as suas populações são altamente qualificadas. Ora gente com habilitações académicas de nível superior, politécnico e universitário, é o que não falta em Rebordainhos, nem em Canas de Senhorim. Apelo, sem o mínimo interesse pessoal, a quem de direito, para que mexa os pauzinhos e, quanto antes, aproveitando esta vaga de fundo da restauração do concelho de Rebordainhos, vá ao alfobre de cérebros que é o blog rebordainhense abastecer-se dos quadros que hão de ocupar os lugares cimeiros da novel autarquia, a começar pelos membros mais ilustres e seus colaboradores mais próximos, mas sem esquecer um dos mais interventivos comentadores que, muito provavelmente, ficaria muito contente com uma simples nomeação para vice-presidente da assembleia municipal.



domingo, 24 de abril de 2016

25 de Abril, Sempre!

Nas nossas latitudes do hemisfério norte, as casas têm quase sempre mais do que uma janela. Vejamos, então, o exemplo de um doutor à portuguesa, quer dizer, um mero licenciado do antes do 25 de Abril, ou um Mestre atual, segundo a Declaração de Bolonha, que se põe à janela a apanhar luz e ar. O trecho de paisagem mais ou menos humanizada que os seus olhos abertos contemplarão depende não só da orientação espacial da janela escolhida e da hora do dia, mas  também, e de um modo crítico, da qualidade da massa cinzenta contida na sua caixa craniana.
O 25 de Abril foi um ato heroico de libertação da pátria da ditadura feroz do Professor Doutor António Salazar, Presidente do Conselho de Ministros, que, na estruturação do seu pensamento político,  costumava beber muito na fonte de ensinamentos de economia doméstica de sua mãe e na nascente de água viva da doutrina da Igreja Católica, instituição a quem devia, muito agradecido, a sua formação de seminarista.
O estadista deposto também bebia vinho, não um refresco verde qualquer, mas vinho a sério, maduro, com muita graduação e, de preferência, do Dão.
Muitas vezes esquece-se de dizer que  o ditador sinistro, que até parece que não queria mais nada senão destruir o seu querido Portugal,  no dia em que foi derrubado por valentes golpistas armados até aos dentes, já estava morto e enterrado há mais de três anos!
Numa perspetiva, sem romantismos nem lirismos, mas tão verdadeira como outras, proponho-me dar duas ou três pinceladas sobre o que explica o golpe militar do 25 de Abril de 1974.
Alguns oficiais das Forças Armadas Portuguesas, que vinham sendo sujeitos a pressões excruciantes por parte da Imprensa Internacional e dos governos de países aliados (com amigos como esses, Portugal não precisava de inimigos!), nomeadamente, dos Estados Unidos da América e da Inglaterra, decidiram, em Abril de 1974, derrubar o governo salazarista como forma de declarar ao mundo a sua rendição incondicional perante os terroristas que vinham espalhando o medo e a morte nas nossas províncias ultramarinas. Assim, a causa primeira do nascimento e posterior expansão ultramarina de Portugal, que foi tão só  a Evangelização, a bem ou a mal, do país e de todo o mundo conhecido e a descobrir, e que era a nossa razão de ser, perdeu completamente o sentido ao raiar do dia 25 de Abril de 74. Era chegada a hora de passarmos o facho luminoso da civilização, que havíamos orgulhosamente empunhado durante praticamente um milénio,  para outros idealistas mais novos e pujantes de fé, como os cristãos evangélicos americanos e brasileiros, que ainda não estão cansados de operar milagres, como fazer andar paralíticos, dar visão aos cegos, tirar o diabo do corpo e enriquecer escandalosamente! Quem tem o dinheiro, manda!
Pode ser que tenham pena de nós, que, como não temos dinheiro para nada, somos governados por uma troica, e não nos expulsem deste jardim à beira-mar plantado. Nascerá assim um novo país, com os nativos a aderirem em massa à nova causa, batizado com o nome de New Evangelical Land.
No dia 25 de Abril, que continuará a ser feriado, passará a comemorar-se o dia nacional, com salvas de canhão.


terça-feira, 12 de abril de 2016

SCHWEIZ


Neste ano de 2016, durante as chamadas férias da Páscoa, viajei de avião para a Suiça, onde, numa estadia de oito dias, tive a oportunidade de recarregar baterias, tendo em vista o trabalho eletrizante que está sempre à minha espera em Portugal, qual seja o de transmitir toda a minha vasta sabedoria àqueles que ignoram que há mais mundo para além das praxes. 
Mal acabado de aterrar no aeroporto de Basileia (Basel) e de ter tomado assento numa carruagem de uma espécie de pequeno comboio elétrico urbano (kleine städtische elektrische Eisenbahn) que, pintado por fora e por dentro com cores alegres, mais parecia um brinquedo de crianças (Kinderspielzeug), reparei no passageiro suíço instalado diante de mim, que, inopinadamente, dirigiu-se-me, em alemão, com estas palavras secas:
- Vós, os portugueses, sois todos uns grandes papistas. Lá, na terrinha, sois uns preguiçosos de primeira ordem, não quereis mexer uma palha (ein Stroh), e depois é o que se vê, acabais aqui, na mui nobre Confederação Helvética, a limpar pratos e demais louça suja (Schmutziges Geschirrs)...
Face a uma tal pesporrência de um calvinista mais inculto do que as urtigas traiçoeiras que por vezes despontam atrevidamente nas beiras dos românticos caminhos de terra batida de Portugal, soergui-me de um salto e pespeguei um par de valentes bofetadas nas faces lívidas do germânico, que não tugiu nem mugiu, endireitando-se disciplinadamente no seu lugar, para ouvir, em português, a minha preleção:
-Papista, eu?! Ó meu menino (mein Junge), então que dizer de vós, seus protestantes usurários, que todos os santos dias vendeis ao mundo inteiro milhões de boiões de papas feitas de farinha, fruta, carne moída e outros ingredientes alimentícios de primeira necessidade, a preços vinte vezes maiores - pelo menos! – do que os preços que vão na praça para os mesmos produtos naturais, ainda frescos e viçosos, com todo o seu valor nutritivo e organolético?! Pobres bebés recém nascidos, vítimas precoces da exploração capitalista selvagem que os acompanhará ao longo da vida na forma de sopas instantâneas de plástico ou de chocolates caríssimos, que não só esvaziam as carteiras dos pobres, mas também lhes arruinam a saúde! Ufanais-vos de serdes o País do Prémio Nobel, pois tendes mais de vinte laureados, ao passo que um país tão culto como Portugal apenas tem para apresentar um ou dois gatos pingados premiados, só que esta questão não pode ser resolvida em termos de quantidade – no campo de A Cultura o critério que prevalece é sempre o da qualidade! Vale mais a imaginação prodigiosa do lusitano José Saramago, um verdadeiro artista da palavra e do sonho, do que todas as teorias de Física e de Química (Alle Theorien der Physik und Chemie) de muitos dos vossos cientistas que, para chegarem ao topo da consagração mundial, tiveram de “partir muita pedra” com a cabeça, o que só mostra pouco engenho e nenhuma arte... 
Isto de inventar uma religião à la carte, a pedido de suas excelências os senhores burgueses suíços, em que se prescreve que os ricos estão mais perto do céu do que os pobres porque, no fim de contas, o dinheiro é só mais um valor entre outros, como a humildade, a generosidade, o amor, etc, revela, às escâncaras, o grande oportunismo do calvinismo!
Ouvindo estas graves acusações, o meu interlocutor começou a ficar vermelho como um pimento, mas não conseguindo conter a vergonha nem o arrependimento que sentia pelo mal que tinha feito, interrompeu o meu discurso e disse:
- Eu sou o primeiro a reconhecer que na verborreia humilde de Vossa Excelência há muita verdade. Confesso a minha grande culpa. Ainda hoje, assim que entre em casa, baterei as palmas para chamar a criadagem portuguesa, a quem, depois de feitas as contas que houver a fazer, porei no olho da rua. Para me redimir da ignomínia de ter reduzido meia dúzia de portugueses à condição de escravos, no entender de vossa excelência, claro, abrirei de par em par as portas da minha casa, por onde poderão entrar livremente mais do que uma centena de refugiados muçulmanos altamente qualificados e dispostos a serem meus colaboradores num projeto industrial que tenho vindo secretamente a acalentar no meu íntimo desde a mais tenra infância, mas que agora já posso espalhar aos quatros ventos: construir uma fábrica de relógios de cuco. Também não me esqueci do vosso lindo país das touradas e do Sol, que se rege por uma das constituições mais avançadas do mundo, filha da gloriosa revolução dos cravos, de abril de 1974, cujos brados ainda ecoam nas encostas íngremes dos picos gelados dos Alpes suíços; como sei que com o livro de papel da Constituição da República Portuguesa não é possível fazer as omoletes com chouriço de que tanto gostais, sugiro humildemente, dada a extensa linha de costa marítima de que usufruís 365 dias por ano, que, durante a maré baixa, vos dediqueis à apanha do lingueirão (Ernte von razor Venusmuscheln), se quereis realmente puxar Portugal para cima!
Entretanto, no mostrador electrónico da carruagem apareceu a indicação da próxima paragem, Dreirosenbrücke (Ponte das três rosas), onde eu sabia que tinha de me apear. Levantei-me, peguei na mala e, muito educadamente, despedi-me do meu companheiro acidental, dizendo: 
- Auf Wiedersehen!













sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Eleições para a Presidência da República

Nestes dias frenéticos de campanha eleitoral para a Presidência da República, as televisões assaltam-nos o  espírito com uma estridência maior do que a dos pregões matinais das peixeiras nas calçadas da Ribeira do Porto.
Onde está a verdade?
No plebeu, Tino de Rans, que, muito mais do que um simples representante da Nação, é a personificação encarnada do Povo Português, ou nos outros nove candidatos, quase todos com graus académicos muito politicamente corretos, mas com o anátema terrível de se terem vindo a aburguesar ao longo da vida?
Vejam o exemplo do académico Professor Doutor Sampaio da Nóvoa: para ele tudo é muito bonito, com muita cidadania política e muito civismo republicano, só que esquece-se de dizer quais são os doutoramentos que obteve, enquanto viajava por esse mundo fora! Ele é doutorado em História, o que, em princípio, não tem nada de mal, e em Ciências da Educação, vejam lá, em Ciências da Educação !!!
Já viram o que era Portugal ter na Presidência da República um defensor das teorias científicas do aprender a aprender,  do ensino/ aprendizagem, da escolaridade obrigatória dos bons selvagens até aos dezoito anos, do avaliar é pensar, do fim dos exames, do facilitismo em sala de aula e, em suma, da transformação das escolas C+S em pavilhões de um gigantesco manicómio, onde é proibido ensinar a ler e escrever !!!
O doutor pode ter orientado a sua vida à custa destes disparates, auferindo agora um bom ordenado de professor catedrático, porém, na medida em que também contribuiu para uma péssima formação de muitos professores destinados às escolas C+S, é co-responsável pelo sistema educativo de Abril, que retirou aos filhos do povo trabalhador a possibilidade de usufruírem de uma educação de qualidade que lhes permitiria serem alguém no futuro, como acontecia frequentemente no regime anterior ao 25 de Abril.
Não vou ao ponto de aconselhar os meus fiéis leitores do blogue a votarem no Tino, mas espero que, à falta de melhores, votem em pessoas atinadas como o professor Marcelo Rebelo de Sousa, afilhado do antigo Presidente do Conselho de Ministros, Doutor Marcelo Caetano, ou no senhor Henrique Neto que, encontrando-se atualmente podre de rico, não sentiu a vaidade de comprar um doutoramento em marketing e gestão, revelando, por isso, ser uma pessoa superior, com caráter e deontologia, muito acima dos doutores Relvas, Sócrates, Armando Vara e restante companhia.
Deixem-me terminar com um apelo:

Vai estudar Relvas!


 Muita saúde para todos!